Esta é a edição zero da Fala Feminina que traz uma matéria especial sobre a velhice na voz de quatro mulheres excepcionais: Esther Grossi e sua vivacidade sanguínea, a serenidade profunda de Lya Luft, a inquietude de Zoravia Bettiol e o humor de Tânia Carvalho. Nesses 11 anos, Fala Feminina foi um blog alojado no site da Fatto comunicação, e duas dezenas de matérias foram realizadas nesse período, três delas estão nessa edição: com a feminista Clara Corleone, a plus size Pri Chagas e a trans Glória Crystal.

A marca Fala Feminina surgiu durante a Semana ARP de comunicação no já quase longínquo ano de 2009. A ideia era falar da característica feminina de usar o diálogo, o contato próximo com o outro, como um valor forte do universo das mulheres. Seria o correspondente ao falo masculino, simbolizando a força, o domínio, o poder.

Naquele ano, no painel de abertura da Semana ARP, o tema da mulher na comunicação foi discutido por acadêmicas, atrizes, publicitárias, entre muitas outras no palco e na plateia.

De lá para cá, a marca Fala Feminina seguiu lentamente enquanto eu me dividia entre a vida empresarial, filhos, amores. Mas, ficou martelando em minha cabeça. Depois de reunir um grupo de mulheres em uma confraria com essa denominação, ampliamos para essa série que vai mostrar mulheres empreendedoras em todas as áreas da vida. Mostrar que, mais do que gênero, mulher é um lugar, um sentimento, uma inspiração, um elo com a essência de cada ser. Queremos uma Fala que seja ouvida. E também sentida.


Fátima Torri