Mulher, jornalista, política, militante, ex-deputada federal e estadual, candidata à vice-presidência do Brasil em 2018, mãe, madrasta e esposa. Essas são algumas das linhas do currículo de Manuela d’Ávila, a primeira convidada da temporada 2026 do FalaCast.
A nova fase do podcast da Fala Feminina nasce inspirada por mulheres que são caminho para outras mulheres — e poucas trajetórias simbolizam tão bem essa ideia quanto a de Manuela, que construiu sua carreira lutando por direitos e ocupando espaços historicamente dominados por homens.
Manuela iniciou a vida política ainda no movimento estudantil, durante a graduação em Jornalismo na PUCRS. Aos 23 anos, foi eleita vereadora de Porto Alegre, tornando-se a mais jovem parlamentar a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal naquele momento.
Em 2006, foi eleita deputada federal pelo Rio Grande do Sul, sendo a candidata mais votada do estado. Quatro anos depois, em 2010, foi reeleita com votação recorde. Em 2014, decidiu retornar ao cenário político gaúcho e conquistou uma vaga como deputada estadual, novamente com a maior votação do pleito.
Em 2018, seu nome ganhou projeção nacional ao integrar a chapa presidencial de Fernando Haddad como candidata a vice-presidente da República. Dois anos depois, concorreu à prefeitura de Porto Alegre e chegou ao segundo turno da disputa. Hoje, articula uma nova etapa de sua trajetória política, preparando-se para disputar uma vaga no Senado.
Muito antes de ocupar cargos públicos, Manuela foi — e continua sendo — uma militante. Sua atuação começou nos movimentos estudantis e dentro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), onde construiu sua base política. Entre as pautas que marcaram sua trajetória está a defesa dos direitos das mulheres e da participação feminina nos espaços de poder.
Mas o caminho não foi simples. No episódio do FalaCast, Manuela fala abertamente sobre os desafios de construir uma carreira política sendo mulher. A rapidez com que sua trajetória ganhou projeção nacional também trouxe consequências pessoais.
Ela relata que, em muitos momentos, viveu uma solidão profunda. Em Brasília, conta ter enfrentado episódios recorrentes de assédio e hostilidade, agravados pelo fato de não pertencer a dinastias políticas nem ter sobrenomes tradicionais da política brasileira.
“Assumir relacionamentos no Congresso, por exemplo, me colocou em lugares muito frágeis e machistas”, lembra Manuela ao falar sobre os ataques e julgamentos que sofreu ao longo de sua trajetória.
Neste episódio, Manuela compartilha bastidores da política brasileira e revela aspectos mais íntimos de sua vida — da militância à maternidade, do casamento às escolhas que moldaram sua carreira.
Uma conversa franca sobre poder, vulnerabilidade e os caminhos que as mulheres precisam abrir para existir nos espaços de decisão.
Assista ao episódio completo no canal da Fala Feminina no YouTube ou clicando no link abaixo.