E se as mães abandonassem os filhos como os pais costumam fazer?

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A maternidade como armadilha na vida das mulheres é a protagonista no filme A Filha Perdida. E se quando você voltar para casa e a mãe das crianças tiver ido embora? Indo em busca de uma vida para si mesma. Não para os outros.

Mulheres já fizeram isso. Famosas como Rita Lee, Chuiquinha Gonzaga, a cantora Maysa e várias outras deram no pé. Queriam fazer carreira e descobriram que a vida de mãe é viver no inferno com algumas passagens pelo limbo. Paraíso só na propaganda. Criada por homens.

Porque, gentes, homem não têm a mais mínima ideia do que é dividir-se entre casa, trabalho, filhos, roupa lavada e mais um monte de atividades. Mesmo! A maioria, claro. Exceções.

Mães deixam de ser mulheres para tornaram-se cuidadoras, nem sempre capazes, responsáveis pelos filhos.

Querer estudar, ser feliz no trabalho como expressão de si mesma, além da manutenção básica da sobrevivência, não é bem visto. E querer viver uma vida de prazer, muito menos.

Mulheres TÊM que ser felizes no papel de mães. Mas, se as mulheres conseguirem ouvir seus pensamentos, torná-los voz, serem verdadeiramente honestas, a maioria diria que não é bem assim.

No filme sobre a vida de Marie Curie, por exemplo, ela diz que não queria nada dessa enganação de casamento e filhos. “Eu quero ser uma cientista”, gritou. Foi uma luta!

Quando as mulheres veem estão enredadas numa teia que vai se formando aos poucos. É um pulinho e já estão envolvidas na trama dessa instituição chamada família que tanto te protege quanto te destrói.

A maternidade como protagonista no filme A Filha Perdida revela o seu peso na vida das mulheres. Os homens são coadjuvantes. Cruéis, bárbaros, infantis. Mas, as mulheres, não ficam muito atrás. Defendem a violência masculina. Uma espécie de competição sobre quem agrada mais aos homens. O ambiente do filme é de corda esticada. No limite.

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