Escolher é rejeitar

Compartilhe essa postagem:

Escolher é rejeitar

Escolher é rejeitar, dizem.
Mas será que escolhemos mesmo? Ou tudo é destino? Eduardo Galeano provoca, dizendo que “só escolhemos o molho com o qual seremos devorados”.

A frase que vi em no instagram da @robertasimoni me trouxe de imediato a lembrança de Francesca, personagem de Meryl Streep em As Pontes de Madison. Na cena mais marcante, ela está dentro do carro com o marido, enquanto Robert (Clint Eastwood) a espera do lado de fora, parado na chuva. A câmera foca em sua mão, que segura a maçaneta. Um gesto mínimo, mas que carrega o peso de uma vida inteira. Se ela abrisse a porta, tudo mudaria.

Outro clássico que me vem à mente é Casablanca. Na cena final, Rick (Humphrey Bogart) obriga Ilsa (Ingrid Bergman) a embarcar no avião para Lisboa, convencido de que ela se arrependeria se ficasse. “Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas em breve e pelo resto da sua vida”, ele diz. Mas e se Ilsa tivesse ficado?

Essas histórias nos cutucam porque falam das nossas próprias encruzilhadas.

E sobre esse campo das possibilidades não vividas que a imaginação insiste em morar, e onde também nos reinventamos.

E se tivéssemos feito escolhas diferentes?

VEJA TAMBÉM
Criadora do perfil Robs The Cat explica como o humor a salvou de perdas e a jogou com força como (...)

Se a roupa não nos define totalmente, é por meio dela que expomos sentimentos, estados de espírito e intenções. A (...)

Quem é a empresária gaúcha que criou as primeiras calcinhas menstruais 100% nacionais Ao fazer um mergulho profundo para se (...)

Quando a cultura, a arte e a educação blindam a vida contra a mediocridade dos preconceitos. Conheça a história de (...)

Existe um momento da maternidade que raramente é discutido. Passamos anos acreditando que somos as principais responsáveis pela formação dos (...)

Existe uma realidade desconfortável que reaparece a cada grande competição esportiva: o aumento da violência contra as mulheres em dias (...)

Outro dia ouvi uma música que me emocionou. Gostei da voz, da melancolia, daquela atmosfera que parecia carregar uma história. (...)

plugins premium WordPress